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Você já parou para pensar por que o antissemitismo de Hitler perdura até hoje na esquerda? Que Hitler era coletivista, socialista e anticapitalista não é novidade para ninguém, mas como podemos analisar e comparar o que ele falava com os discursos da esquerda atual?
Hitler, em Mein Kampf, disse:
“Pouco a pouco, compreendi que a imprensa social-democrata era, na sua grande maioria, controlada pelos judeus (...). Examinei todos os panfletos social-democráticos que pude conseguir e, invariavelmente, cheguei à mesma conclusão: todos os editores eram judeus (...). Convenci-me de que o judeu não era alemão. Só então compreendi quais eram os corruptores do povo. Quanto mais eu me aprofundava no conhecimento da psicologia dos judeus, mais me via na obrigação de perdoar aos trabalhadores. Aos meus olhos, a culpa maior não deve recair sobre os operários, mas, sim, sobre todos aqueles que acham não valer a pena compadecer-se da sua sorte, com estrita justiça dar aos filhos do povo o que lhes é devido, mas poupar os que desencaminham e corrompem (...). Assim comecei a entrar em contato com os fundadores da doutrina, a fim de poder estudar os princípios em que se fundava o movimento marxista. A doutrina judaica do marxismo nega o valor do indivíduo, combate a importância das nacionalidades e das raças, anulando assim, na humanidade, a razão de sua existência e de sua cultura. Enquanto o sionismo se esforça por fazer crer à humanidade que a consciência do judeu, como povo, encontraria satisfação na criação de um Estado na Palestina, os judeus nada mais fazem que ludibriar os cristãos da maneira mais miserável. Não cogitam absolutamente de implantar na Palestina um Estado para ali viverem. O que eles desejam é unicamente um centro de organização autônomo, ao abrigo da intrusão de outras potências. Querem apenas um refúgio seguro para sua canalhice, isto é, uma academia para a educação de trapaceiros.”
Hitler reconhece o sionismo como uma fachada pública, dizendo que os sionistas divulgam essa ideia para enganar os não judeus (especialmente cristãos), fazendo parecer que os judeus só querem um lar nacional legítimo, e ainda alega que os judeus usam o discurso sionista para parecer “inofensivos” e “nacionalistas”. Para Hitler, o verdadeiro objetivo do Estado judeu seria servir como uma base extraterritorial segura — um quartel-general global intocável, protegido pela soberania estatal, de onde os judeus poderiam continuar a controlar o mundo sem interferência de outros governos.
Em diversos discursos e monólogos, Hitler coloca os judeus como controladores da mídia e do capital internacional (banqueiros), que enriqueceram através da usura e do controle das finanças dos operários e proletários. Isso, por si só, reflete uma narrativa clássica de antissemitismo presente na esquerda, que diz: “sionistas colonizadores e imperialistas”, judeus como manipuladores da mídia para promover divisões sociais; e ecoa estereótipos do século XIX, como “capitalista judaico” em Proudhon ou Bakunin, e outros socialistas que também eram antissemitas.
Voltando ao Mein Kampf, Hitler afirma:
“Por isso, o marxismo internacional é simplesmente a versão aceita pelo judeu Karl Marx de ideias e conceitos já há muito tempo existentes, de fato, sob a forma de aceitação de uma determinada fé política. Sem o alicerce de uma semelhante intoxicação geral já existente, jamais teria sido possível o espantoso êxito político dessa doutrina. Entre os milhões de indivíduos de um mundo que lentamente se corrompia, Karl Marx foi, de fato, um que reconheceu, com o olho seguro de um profeta, a verdadeira substância tóxica e a apanhou para, como um feiticeiro, com ela aniquilar rapidamente a vida das nações livres da Terra. Tudo isso, porém, a serviço da sua raça. A doutrina de Marx é assim o extrato espiritual concentrado das doutrinas universais hoje geralmente aceitas. Por esse motivo, qualquer luta do nosso chamado mundo burguês contra ela é impossível (...). O mundo burguês é marxístico, mas acredita na possibilidade do domínio de determinado grupo de homens (burguesia), ao passo que o marxismo procura calculadamente entregar o mundo às mãos dos judeus.”
Hitler acusa o “mundo burguês” de ser “marxístico” em essência, diferindo apenas no grau — burgueses acreditam na dominação de uma elite, enquanto marxistas entregam o mundo aos judeus. Isso demonstra que Hitler via ambos os sistemas como judaicos, que se retroalimentam: o marxismo nivela sociedades para facilitar o capitalismo explorador.
Figuras socialistas antissemitas como Pierre-Joseph Proudhon (O que é a Propriedade?, 1840) e Karl Marx (Sobre a Questão Judaica, 1844) chamavam judeus de “usurários”, “traficantes de empréstimos” e “parasitas capitalistas”, ecoando Hitler. Charles Fourier (1772–1837) via judeus como “comerciantes exploradores”. Isso reflete o antissemitismo comum na esquerda socialista e comunista, que enxerga judeus como a encarnação do capitalismo.
Novamente Hitler, em Mein Kampf:
“Mais atenção ainda merece um terceiro fato, de importância capital para a formação de futuras alianças na Europa. Admitindo-se mesmo que seja pequeno o interesse da Inglaterra na continuação da derrocada da Alemanha, não se deve perder de vista o interesse, que é imenso, do JUDAÍSMO FINANCEIRO INTERNACIONAL. O judaísmo financeiro deseja, contrariando os interesses do Estado britânico, não somente o inteiro aniquilamento econômico da Alemanha, mas também sua completa escravização política. A internacionalização da economia alemã, isto é, a exploração do trabalho alemão por parte dos financeiros judeus internacionais, somente será praticável em um Estado politicamente bolchevizado. Mas a TROPA DE ASSALTO MARXISTA DO CAPITALISMO INTERNACIONAL JUDAICO só poderá quebrar definitivamente a espinha dorsal do Estado alemão mediante a assistência amigável de fora. Por isso, os exércitos da França devem ocupar a Alemanha até que o Reich, corroído no interior, seja dominado pelas FORÇAS BOLCHEVISTAS A SERVIÇO DO CAPITALISMO JUDAICO INTERNACIONAL (...). A bolchevização da Alemanha, isto é, a exterminação da cultura do nosso povo e a consequente pressão sobre o trabalho alemão por parte dos CAPITALISTAS JUDEUS, é apenas o primeiro passo para a conquista do mundo por essa raça.”
Aqui podemos observar claramente como Hitler via o capitalismo e o marxismo como parceiros, com um mesmo ideal. Socialistas e comunistas modernos acusam judeus de serem “donos de bancos” ou “controladores da economia” e colocam judeus como líderes da “finança global”. O mesmo antissemitismo de Hitler.
Pós-7 de outubro de 2023, isso se intensificou em manifestações pró-Palestina, onde grupos de esquerda usam retórica como “judeus colonizadores” ou “genocidas” livremente nas ruas e nas redes sociais.
Hitler era nacional-socialista e via o capitalismo como internacionalização judaica para escravizar nações, financiando o marxismo para aniquilar culturas arianas e dividir classes para facilitar o controle capitalista judaico. Enquanto socialistas e comunistas replicam que judeus são criadores do capitalismo, que passam suas fortunas de gerações em gerações controlando os países através do capital e dos grandes bancos, que os judeus controlam os EUA, são colonizadores e genocidas, etc.
Os mesmos socialistas e comunistas que hoje apoiam grupos terroristas como PCC, CV, FARC, Hamas, ISIS, Hezbollah, Jihad Islâmica; que apoiam estupros de judias dizendo que são “atos de resistência”; e que aplaudem ditadores colonizadores como Putin ou assassinos como Xi Jinping, Che Guevara, Fidel Castro, Nicolás Maduro, Ceausescu, Lenin, Stalin e Kim Jong-un.
Referências
- HITLER, Adolf. Mein Kampf, Alemanha. Franz Eher Nachfolger GmbH, 1927.