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Caderno da SS critica o universalismo do credo por ser contrário ao gnosticismo da raça (João Eigen)

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Publicado em 16 Feb 2026 / Em Outro

João Eigen
https://www.youtube.com/post/U....gkxrncqGB2gxn2sVsNdf

Ler os cadernos internos da SS - os Leitheft - é extremamente interessante. No nº 4 de 1938, o SS-Untersturmführer Horst Pabel discorre sobre a recepção do racialismo nazista dentro do Partido Nacional Fascista italiano - e comenta o que Papa Pio XI disse a respeito. Mussolini encontrou considerável resistência à importação do racialismo nazi dentro dos quadros fascistas, mas foi a severa crítica do Papa que levou Pabel a escrever sua entrada no Leitheft.
Eis o que ele escreveu: "A Igreja Romana reagiu mais rapidamente aos comentários fascistas do que os costumes da política vaticana costumam sugerir - pois um de seus princípios básicos é esperar. O próprio Papa aproveitou uma audiência com estudantes da congregação missionária em sua residência de verão, Castel Gandolfo, para se pronunciar categoricamente contra qualquer observação racista. Muitas vezes se esquece que ele disse, entre outras coisas, que toda a raça humana forma uma grande raça humana universal. Ele chegou ao ponto de suspeitar que o Fascismo estava imitando a raciologia alemã".
Pabel tocou num ponto central da hostilidade católica ao nazismo: o seu universalismo. E continuou a criticar a intenção católica de congregar “todas as almas” num grande arremedo religioso universal. Isso, segundo Pabel, seria “anticientífico” e arcaico devido às “novas descobertas” da ciência antropológica e raciológica germânica.
Pabel chegou a afirmar que a situação de 1938 era similar à de Copérnico contra a Igreja no século XVI: "Copérnico também teve de refutar o dogma religioso com seus resultados científicos. Foi Copérnico, e não a Igreja, quem estava certo aos olhos da história. A Igreja Romana corre o perigo de ter de baixar a voz nessa questão [ser antinazi] um dia, por causa de sua luta implacável contra o racismo. Ela se vê, assim, diante da escolha de tornar-se ridícula perante a história ao rejeitar a raciologia, ou de abandonar uma das condições mais importantes para sua eficácia internacional ao reconhecê-la. A Igreja Romana mundial decidiu provisoriamente pela primeira opção, o que só foi possível enquanto a raciologia e sua aplicação prática permaneceram mais ou menos limitadas à área alemã."
De fato, a Igreja sob Pio XI e seu sucessor Pio XII, durante 1938 e 1945, foi inimiga do credo racial nazi e de sua influência na Itália, e foi responsável por salvar centenas de judeus que buscaram sua proteção durante a guerra - malgrado as campanhas de desinformação soviética contra Pio XII. Cumpre lembrar que esses SS-leitheft eram distribuídos para todos os "camaradas raciais" da SS e aprovados pelo próprio Heinrich Himmler como instrumentos de educação ideológica. Fonte: Edwige Thibaut. The SS: Ethics & Ideology. Omnia Veritas, 2023, p. 183-184.

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