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São várias frentes de censura atualmente sendo levadas a cabo. No que concerne à discussão do feminismo, ela não pode ser feita sem que se trate do próprio conceito de mulher, uma questão simples que se tornou complexa devido à influência que a pseudociência angariou.
A feminista Cêpa é contra a criminalização da misoginia “da forma como está sendo proposta no PL 2.630/2020”, porque, segundo ela, a questão da misoginia estaria mal desenhada pelo projeto.
Ela critica a tipificação ampla da misoginia e faz referência à criminalização de condutas específicas, tais como ameaça, agressão e incitação à violência, sem mencionar que essas condutas já existem na legislação e as sanções são mais do que suficiente para reprimir violações. Ou não? Nesse caso, por que não se faz um aumento geral para proteger todos? A respostas é que as feministas estão pouco se importando se a pena de um crime de ameaça, por exemplo, é baixa.
Existe o crime de ameaça no Código Penal, assim como o de lesões, de estupro e de homicídio. Mas isso não basta, ela quer um tratamento jurídico específico cumpra a função de alimentar a supremacia do movimento ao qual pertence, estando fora do escopo da mera igualdade ou insatisfação com a impunidade, quando poderíamos alegar que a questão de fundo seria a justiça.
Ela menciona o suporte que a rede internacional dá às pautas identitárias e que isso provoca o descolamento da realidade, sem ressaltar que o feminismo é também uma pauta identitária com injeção de recursos internacionais, mesma fonte da rede que fomenta a pseudociência de gênero como um todo e à qual, aliás, o feminismo se encontra atrelado, apesar de com ela ter entrado em rota de colisão.
Indo direto ao ponto, enfoca o critério de definição que o projeto de lei pretende introduzir no ordenamento: a mulher como mera autoidentificação, ponto que servirá para que homens que se passam por mulheres mobilizem a máquina do Estado contra os discordantes, dentre os quais se encontram algumas feministas, como a própria Cêpa. O ponto nuclear de sua queixa é este, a falsificação do conceito de mulher que fez com que ela fosse prejudicada e tivesse que fugir do País com medo de processo e prisão.
Ela é favorável, portanto, ao monstrengo judiciário da farsa feminista em geral, defendendo a importação de institutos do direito comparado para combater a misoginia, desde que dentro desse conceito de misoginia não esteja incluído o alcance a homens que se identificam como mulheres.
Ela conclui:
Sou, sim, a favor de medidas concretas:
– desmonetização de conteúdo que explore ou incentive hostilidade contra mulheres;
– moderação mais rápida e eficiente quando houver promoção de violência;
– responsabilização civil por danos reais.
O ponto não é se devemos agir, é como.
Resumindo, ela só é contra o projeto no que toca à parte que fez com que ela tomasse no rabo, a censura e perseguição geral ao antifeminismo pode seguir sem maiores perturbações, principalmente no que concerne ao ambiente online.
Na cabeça da Cêpa, ela está defendendo um feminismo radical diante do avanço das demais correntes que existem em sua bolha política. Ela deseja neutralizar a questão dos disfóricos, mas sem prejudicar a estrutura sociopolítica que gerou ambos (ou seja, tanto o feminismo em sentido estrito quanto o ampliado, que absorveu novas pautas identitárias). Apesar de algumas entrevistas terem enfocado a questão da perseguição feita contra a ativista, esse fato por si só não deve afastar a constatação de que ela, a militante, não é contra a censura.
Essa história traz à baila a fábula do escorpião que está afogando ou deseja atravessar um rio, mas depende da ajuda do sapo para fazê-lo. O sapo que aceita conduzi-lo é picado no meio do caminho e questiona o porquê de o escorpião ter feito aquilo, depois de ter recebido a ajuda, ao que respondeu ser aquela a sua natureza e que não podia se desviar dela.
A feminista Cêpa ainda tem a vontade de utilizar a pinça, ferrão e veneno do escorpião, apenas se voltando contra o seu “mau uso”, como disse ao se deparar com o projeto de lei.
Dirão: “Ah, mas se a censura e perseguição chegarem em você, aí você não receberá apoio dela ou semelhantes a ela”. Bom, aí que está, elas nunca ajudaram mesmo, sequer estiveram interessadas em cultivar um ambiente livre para discussões, coibindo iniciativas pilantras de manuseio da burocracia para prejudicar adversários, ou seja, feminista nunca esteve interessada em justiça ou verdade.
Então não há prejuízo algum em fazer o necessário: observar a carga do sistema cair sobre ela própria e utilizar esse fato para denunciar a fraude sistêmica que o motiva, abstendo-se de aplaudir ou apoiar a feminista Cêpa como se fosse uma vítima que transborda inocência, porque de fato de coitada não se trata.